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Dieta Mediterrânica relacionada com baixo risco de cancro do estômago 

Segundo Genevieve Buckland, BS, et Col. do Instituto de Oncologia da Catalunha, em Barcelona,  do estudo de Coorte, European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC) “acredita-se que a dieta mediterrânica proteja contra o cancro, embora as evidências de estudos de  Coorte que examinaram locais particulares de cancro seja limitada”.
O objectivo deste estudo era avaliar a associação entre a adesão a uma dieta mediterrânica e a incidência de adenocarcinoma gástrico. O estudo de Coorte consistiu em 485.044 participantes de 10 países europeus que forneceram informação sobre a sua dieta e estilo de vida. A amplitude de idades variou entre os 35 e os 70 anos, sendo que 144.577 sujeitos eram do sexo masculino. Uma escala de 18 itens que incluía informação sobre 9 componentes chave da dieta mediterrânica, permitiu fazer um a estimativa da adesão a essa mesma dieta.
Os investigadores avaliaram a associação entre a dieta mediterrânica e o adenocarcinoma gástrico no que diz respeito à localização anatómica (cardia e não-cardia) e tipo histológico (difuso e intestinal).
Durante um follow-up médio de 8.9 anos houve 449 casos validados de adenocarcinoma gástrico que poderam ser analisados. Comparativamente com a baixa adesão à dieta mediterrânica, a elevada adesão foi associada a uma diminuição significativa no risco de adenocarcinoma  gástrico.
Segundo os autores do estudo “uma maior adesão a uma dieta mediterrânica está associada uma redução significativa no risco de adenocarcinoma gástrico”. Os mesmos referem que “tanto quanto é do nosso conhecimento, este é o primeiro estudo para avaliar a dieta mediterrânica e o adenocarcinoma gástrico”.
 “Os resultados contribuíram para aumentar a evidência do papel da dieta mediterrânica na redução do risco de cancro e deram mais suporte à necessidade de se continuar a promover a dieta mediterrânica nas áreas onde está a desaparecer”, concluem os autores do estudo. “Para além disso, a taxa de sobrevivência a 5 anos para o adenocarcinoma gástrico é muito baixa (23%) e o prognóstico pode ser ainda pior para o adenocarcinoma gástrico da cárdia, o qual tem vindo a aumentar na Europa. Assim, identificando recomendações dietéticas que possam ajudar a reduzir a incidência é importante para a gestão eficaz deste cancro”.

Am J Clin Nutr.

 
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